A 1ª Concessionária Chevrolet do Brasil
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Dez respostas sobre o novo Chevrolet Equinox

Chevrolet Equinox chega em versão única Premier e traz detalhes interessantes de tecnologia e mecânica

1) Quantas unidades do Equinox a Chevrolet pretende vender?

O preço de R$ 149.900 foi antecipado em primeira mão por Autoesporte e a Chevrolet aposta que o valor é competitivo e quer vender cerca de 700 unidades por mês até o final do ano, lembrando que o modelo chegará em todas as concessionárias até o dia 20 de outubro. São apenas dois meses e dez dias de vendas em 2017, um tempo muito curto, então o volume pode ser ampliado a partir de 2018.

2) Quanto sai a pintura?

A versão Premier não oferece opcionais, o único extra é a pintura. Só que apenas a metálica Vermelho Glory não encarece o carro, até mesmo o Branco Summit e Preto Global sólidos acrescentam R$ 1 mil ao valor. Já os tons metálicos Prata Switchblade e Cinza Graphite saem por R$ 1.700 cada.

3) Vai ter versão mais barata do que a Premier?

Por enquanto, a General Motors não confirma outras versões oficialmente. Contudo, a recepção do Equinox no mercado é o que vai ditar a decisão e fontes ligadas ao fabricante dizem que uma configuração intermediária está nos planos. Nos Estados Unidos, o crossover é vendido também com motor 1.5 turbo a gasolina de 172 cv e 28 kgfm de torque, disponível nas configurações L, LS, LT e Premier, as duas últimas com maiores chances de importação. Ele vem associado ao câmbio automático de seis marchas (o mesmo do Cruze) e tem opção de tração 4X2 dianteira. Poderia ser a chance dele enfrentar o Jeep Compass e companhia em suas configurações mais vendidas. Por sua vez, o 1.6 turbodiesel oferecido nos EUA está descartado para o Brasil.

4) Quanto custará a manutenção?

Quanto aos custos de revisão, o Equinox custará R$ 3.132 até os 60 mil km – revisões a cada dez mil quilômetros rodados -, enquanto um Hyundai New Tucson custa R$ 4.274 no mesmo período. Caso você prefira um concorrente premium como o Audi Q3, o valor pode subir para R$ 6.340.

5) O nome Premier será adotado em outros Chevrolet?

A Chevrolet promete adotar o mesmo padrão de nomenclatura em seus modelos mais caros, do Cruze para cima. Ou seja, podemos ver um Trailblazer Premier dar as caras no mercado brasileiro muito em breve. Até porque a versão Premier do SUV grande já virou conceito na Tailândia, que serve de celeiro para picapes e utilitários do grupo General Motors.

6) O padrão de acabamento é realmente premium?

Ao entrar na cabine, o que chama mais atenção no painel é a faixa de couro no perfurado com costuras aparentes. O material é repetido nos insertos das portas e bancos, que se destacam por combinar o couro cinza a outro mais claro. Mas as demais partes são revestidas de plásticos rígidos, sem maciez em pontos como a porção superior do painel ou abaixo. O padrão das marcas premium costuma aplicar plásticos emborrachados e de textura mais rica nestes pontos.

Por sua vez, a construção é esmerada. A estrutura tem apenas 23% de aço comum, 35% dela é composta de aços de alta resistência, 31% de ultra alta resistência e 11% de aços endurecidos pela estampagem. Há uma gaiola de proteção de aços estampados a quente na coluna A, B e assoalho, o que cria uma célula de sobreviência ultra resistente a impactos.

7) O Equinox vendido no Brasil tem todos os itens oferecidos no comercializado nos Estados Unidos?

Quase tudo, ainda há algumas coisas que ficaram de fora. O Equinox Premier mais caro conta por lá com banco do carona elétrico e assentos dianteiros ventilados, toques que cairiam bem no Brasil. Ainda assim, o nível de itens é elevado e inclui ar-condicionado duas zonas, faróis de leds inteligentes (capazes de impedir o ofuscamento de quem vem no sentido contrário), sistema de som Bose com sete alto-falantes, teto solar panorâmico (a parte frontal abre), central multimídia MyLink 2 de oito polegadas, banco do motorista elétrico com duas memórias, entrada e partida sem chave (é possível ligar o carro remotamente pela chave), câmera de ré com sensor de tráfego cruzado, baliza automática para vagas paralelas e perpendiculares, rodas aro 19 e pneus 235/50, sensor de luminosidade e de chuva, tampa do porta-malas acionada pelo pé, entre outros.

Em segurança, o Equinox traz alguns assistentes de direção como sensores de ponto cego, frenagem automática e de manutenção de faixa. Há controles de estabilidade e de tração, além do concierge OnStar. Caso nada funcione, airbags frontais, laterais dianteiros e de cortina estão lá para salvar o dia. Fazem falta alguns itens como borboletas no volante (há apenas um botão no topo da manopla) e controle de cruzeiro adaptativo. 

8) O desempenho é esportivo?

De acordo com a Chevrolet, o motor 2.0 turbo de 262 cv e 37 kgfm de torque entre 2.500 e 4.500 rpm leva o crossover de zero a 100 km/h em 7,6 segundos. O câmbio automático de nove marchas ajuda nesta hora, tal como a tração 4X4 adaptativa. O sistema é capaz de mandar a força automaticamente para as rodas traseira. As retomadas são igualmente ligeiras, o fabricante divulga 5,5 s de 80 a 120 km/h. A velocidade máxima é limitada eletronicamente a 210 km/h. A suspensão é independente McPherson na dianteira e multilink na traseira, arranjo mais esportivo do que o eixo de torção aplicado pelo companheiro de plataforma Cruze na traseira, enquanto as rodas aro 19 calçam largos pneus 235/50.

9) E como está o consumo?

Segundo informações oficiais, o Equinox 2.0 turbo consome 8,4 km/l de gasolina na cidade e 10,1 km/l na estrada. O tanque de 59 litros permite uma autonomia de 595 km na estrada, número que poderia ser um pouco melhor. Há uma série de recursos para economizar combustível, tais como direção elétrica, injeção direta, start-stop para desligar e religar automaticamente o motor em paradas de trânsito e um botão permite manter a tração apenas no eixo dianteiro para evitar movimentar o diferencial traseiro e economizar combustível, contudo, temos que lembrar que o conjunto pesa 1.693 kg.

10) O espaço interno e porta-malas são bons para famílias?

São 2,72 metros de entre-eixos, exatos dois centímetros a mais que o oferecido pelo companheiro de plataforma Cruze. O assoalho traseiro plano e a boa largura permitem levar três passageiros adultos sem apertos. Já o porta-malas comporta 468 litros até a linha dos vidros. Os bancos traseiros têm encostos ajustáveis em inclinação e há um alçapão abaixo do assoalho para ampliar um pouco esse volume graças ao uso de estepe temporário na medida 125/70 aro 17, além da praticidade da tampa com abertura elétrica e sensor de pé. Um botão na porta do motorista permite limitar a abertura automática da tampa a 3/4, ideal para ambientes com o teto muito baixo.

 

Fonte: revistaautoesporte