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A 1ª Concessionária Chevrolet do Brasil
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Conheça um pouco mais do incrível Chevrolet Equinox

Chevrolet Equinox estreia para suceder o Captiva e recolocar a GM na disputa pelo segmento de utilitários médios

Repetir o sucesso de um carro do passado é algo que toda montadora quer. Por isso é inevitável que a General Motors esteja empolgada e cheia de expectativas com o Equinox, novo SUV médio que acaba de chegar às concessionárias brasileiras. Tal como o antecessor Captiva, o novato desembarca do México isento de taxa de importação e cheio de atributos que podem alçá-lo como referência da categoria, que só cresce em vendas.

Credenciais para se destacar o Equinox terá, até pela cifra pedida. O utilitário desembarca na versão topo de linha Premier, inédita no Brasil, a R$ 149.900. O valor é alto para o padrão daqui, mas o pacote do novo Chevrolet é agressivo, a começar pela vitaminada mecânica, que combina um motor 2.0 turbo a gasolina de 262 cv de potência e 37 kgfm de torque à transmissão automática de nove marchas, com tração integral adaptativa.

Só com este conjunto o Equinox já assume, logo na chegada, o posto de crossover mais potente da categoria, que reúne o novo Peugeot 3008, versões diesel do líder Jeep Compass e a extensa turma de representantes de marcas asiáticas, com Kia Sportage, Hyundai ix35 e New Tucson, Toyota RAV4 e o Honda CR-V — este fora de jogo até a estreia da nova geração, que será lançada entre janeiro e fevereiro de 2018.

No papel, o Equinox também faz bonito com uma lista de equipamentos sedutora e a cabine mais chique da linha Chevrolet. Há farta forração em couro, ar-condicionado de duas zonas, faróis inteligentes de leds (alternam os fachos alto e baixo para não ofuscar a vista de quem vem na pista contrária), sistema de som da marca premium Bose, teto solar panorâmico, ajuste elétrico com duas memórias no banco do motorista, só para citar alguns.

Ao volante

Mas vamos ao que interessa, como é acelerar o Equinox. Nosso primeiro contato com o SUV ainda foi restrito ao Campo de Provas de Cruz Alta, em Indaiatuba (SP), onde a GM desenvolve seus carros. O circuito de alguns quilômetros reproduz um trecho de serra tipicamente brasileiro com alta fidelidade, inclusive o asfalto, que tem trechos lisos e rugosos, além de paralelepípedos. Isso foi ótimo para sentir a firmeza em curvas, a direção e o conforto.

Dei algumas voltas na pista com o Equinox, e surpreendeu o ajuste da direção elétrica, de respostas bem diretas para um SUV. Pelo tamanho, o utilitário mostra boa desenvoltura em curvas, ajudado pelo sistema de tração integral adaptativa, que aumenta a aderência, repartindo o toque entre as rodas, e ajuda a manter a trajetória. A carroceria pouco inclina e os conjuntos de suspensão dão rodar de automóvel ao crossover, com foco no conforto, valorizando a maciez.

Por ser um utilitário, o Equinox evidentemente não é um esportivo. Mas sua mecânica é de longe uma das mais entusiasmantes da categoria. O motor 2.0 turbo de injeção direta enche rápido e produz desempenho acima da média, com acelerações e retomadas contundentes. O torque de 37 kgfm é intenso e surge quase inteiro pouco antes dos 2.000 giros, fazendo o motorista esquecer que o modelo tem quase 1,7 tonelada.

Com trocas quase contínuas, que não se deixam perceber, o câmbio automático de nove marchas responde rápido ao acelerador e gerencia com autoridade os 262 cv de potência. O número elevado de relações mantém o motor em giro baixo quase em tempo integral, o que ajuda no consumo. Contudo, os números oficiais não são incríveis: média de 8,4 km/l de gasolina na cidade e 10,1 km/l na estrada, com uma autonomia de 595 km na estrada.

Bacana mesmo são os dados oficiais de aceleração. Segundo a Chevrolet, o Equinox leva apenas 7,6 segundos para arrancar de 0 a 100 km/h. Na retomada de 80 km/h a 120 km/h, bastam 5,5 segundos e a velocidade máxima atinge 210 km/h (limite eletrônico). São números que serão colocados à prova em breve por Autoesporte quando o SUV chegar para os testes de pista e consumo. Mas é inegável a boa performance do utilitário.

No banco do motorista, tem-se ampla visão da via. Não chega a ser como do Trailblazer, que é um utilitário bem mais alto e com características de picape média — afinal, é baseado na S10. Apesar da tração integral (AWD), o Equinox é mais urbano, para ser usado sobre o asfalto e encarar um pouco de terra nos passeios em finais de semana com a família — nada muito pesado, pois não há reduzida ou programas para encarar um off-road.

Se não serve ao 4×4 como as versões a diesel do Jeep Compass, o Equinox capricha em outros aspectos. Sua cabine é bastante espaçosa e conta até com um anulador de ruídos, que reproduz ondas inversas às dos ruídos externos por meio dos alto-falantes para neutralizá-los e deixar o ambiente mais silencioso. Em espaço, os 2,72 metros de entre-eixos garantem vão livre para pernas, enquanto o porta-malas varia de 468 a 1.627 litros.

O nível de requinte a bordo do Equinox também vai chamar a atenção, muito embora não seja exatamente luxuoso, como a Chevrolet anuncia. Há farto revestimento em couro com partes perfuradas, incluindo a faixa central do painel, ao estilo do médio Cruze, de quem o SUV herda muitas peças — como o volante, que é o mesmo. Molduras em metal acetinado dão um aspecto sofisticado, mas há muitas peças de plástico rígido por todo o interior.

Nesse sentido, o ponto forte do Equinox é mesmo o conteúdo. Seja na parte de segurança, seja no conforto e na conveniência, o novo crossover está à frente dos rivais. Para citar alguns itens, há seis airbags, controles de estabilidade e de tração, assistente de permanência em faixa (esterça o volante), assistente de estacionamento (manobra sozinho), tampa traseira com abertura elétrica e a central multimídia com tela sensível ao toque de 8 polegadas.

O ar-condicionado é de duas zonas com saídas para o banco traseiro, há assistente de saída em ladeiras (Hill Holder), monitor de tráfego cruzado (alerta se algum carro está se aproximando em saídas de vaga), tem câmera de ré, sensores de obstáculos dianteiros e traseiros, chave presencial com partida à distância do motor, sistema Onstar de socorro e concierge, carregador sem fio por indução para smartphones e freio de estacionamento eletrônico, ausente na linha Cruze.

Vale a compra?

Sim. É certo que o Equinox vai agitar a categoria de crossovers médios, não apenas por ser novidade, mas por chegar do México a um valor competitivo perante a concorrência. O conteúdo da versão premier é realmente vasto, o que coloca o SUV na briga até com modelos de marcas premium como Audi, BMW e Mercedes-Benz. A robusta rede de concessionários da Chevrolet ajudará (e muito) a vender o modelo, que já estreia como o mais potente do segmento. Pena só não ter sido convertido a flex, mas isso não deverá ser um problema. Mecânica, espaço interno e lista de série são suas fortalezas.

 

Fonte: revistaautoesporte