A 1ª Concessionária Chevrolet do Brasil
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45 ANOS DO CHEVETTE: CONFIRA 10 FATOS A RESPEITO DO CHEVROLET

45 ANOS DO CHEVETTE: CONFIRA 10 FATOS A RESPEITO DO CHEVROLET

O Chevrolet Chevette comemora hoje 45 anos de lançamento: ele foi apresentado originalmente no dia 24 de abril de 1973. Com mais de 1,6 milhão de carros vendidos no Brasil, o Chevy foi produzido até 12 de novembro de 1993 na fábrica de São José dos Campos (SP). O Detran-SP lembrou a data e afirmou que ainda há 221 mil modelos registrados somente no estado de São Paulo. Para comemorarmos o aniversário, reunimos dez curiosidades sobre o Chevette.

1) Ele também foi Opel Kadett

O Chevette é o avô do Kadett. Calma, não se trata de uma revelação de novela mexicana, a explicação está na mudança de nome aplicada pela General Motors no Brasil. Chamado de Kadett A, o modelo compacto ressurgiu na Opel em 1962 e, a cada nova geração europeia, adotava um sobrenome diferente: Kadett B (1965-1973), Kadett C (1973-1979), Kadett D (1979-1984) e, finalmente, o nosso Kadett E (1984-1991), feito no Brasil entre 1989 e 1998. Quando foi lançado por aqui, o carro foi vendido pela marca Chevrolet e antecipou o nome das configurações americana e inglesa (feita pela Vauxhall), lançadas posteriormente como Chevette.

2) Foi lançado antes no Brasil

 Depois que a indústria automotiva brasileira ganhou importância estratégica, passou a ser mais comum vermos lançamentos que demoraram pouco para chegarem ou foram lançados no país antes mesmo de outros mercados. Há 45 anos, isso era bem mais raro. Qual não foi a surpresa quando o Chevette foi lançado no início de 1973, bem antes do Opel Kadett C, revelado no segundo semestre daquele ano. Foi o último Opel de tração traseira nesse segmento, então é natural que os fãs do alemão também acendam uma vela para essa geração.

3) Estrela global

sse papo de carro mundial é mais antigo do que parece: tal como o Opel Kadett, o Chevrolet Chevette brasileiro, o americano e o inglês são apenas algumas de muitas variantes do mesmo Projeto T, criado para economizar em pesquisa, desenvolvimento e escala. O estilo e mecânica mudavam muito de acordo com os mercados e quase todas as marcas associadas ao grupo General Motors tiveram uma configuração do tipo. A japonesa Isuzu tinha o Gemini, vendido também pela australiana Holden, enquanto a GM canadense se virava com o Pontiac Acadian. 

4) Variantes quatro portas, hatchback, perua e picape

O ano de 1973 marca apenas o início de uma grande família. O primeiro a chegar foi o sedã de duas portas, de tamanho curtinho (4,13 metros) e jeitinho esportivo. A frente em ângulo negativo inspirou o apelido Tubarão. As características curiosas de estilo incluem um bocal de abastecimento incrustado na coluna C, em razão do tanque de combustível vertical. Os  demais rebentos demoraram a vir, só chegaram depois que o Chevette passou pela sua primeira reestilização.

Em 1978, o sedã ganhou frente mais inclinada, uma alteração completamente inspirada nos Pontiacs americanos. Não por acaso, ganhou o nome de Bicudo para alguns. O hatchback com tampa integrada ao vidro chegou no mesmo período, tal como o sedã de quatro portas – sucesso de exportação nem tão bem-recebido por aqui, onde os carros duas portas eram mais aceitos.

A perua Marajó apareceu em 1980, bem antes da picape Chevy 500, lançada em 1983 – o nome expressa a capacidade de carga de 500 kg. O ano marcou o primeiro facelift pesado do Chevette, que ganhou um jeitinho de Monza/Corsa europeu e se tornou o carro mais vendido do Brasil. Esse último tapa de estilo até hoje é chamado de Monzinha.

Sem falar das produções quase independentes. Antes mesmo da Marajó surgir, o pequeno fabricante uruguaio Grumetti lançou uma versão construída em fibra de vidro da station wagon Kadett, a 250M Rural, que tinha apenas portas de metal, de acordo com o site Vauxpedia.net. Eles seguiram fazendo variantes do Chevette, tanto com motor 1.4 quanto com o 1.6, até mesmo um cupê baseado no Isuzu Bellet. Muitos dos modelos Grumetti foram vendidos pela América Latina por marcas diferentes, caso da equatoriana Condor. Além da perua e cupê, os uruguaios também construíram uma picape em fibra de vidro e com visual aerodinâmico dos Vauhhall.

5) Mas o que queríamos mesmo era o cupê :

A grama do vizinho sempre parece mais verde, mesmo que seja do outro lado do Atlântico. Até chegamos a curtir Chevettes esquentados como o GP, GP II e SR, no entanto, os europeus tiveram o Kadett C Coupé GT/E, construído sobre a carroceria cupê fastback. O esportivo foi lançado em 1975, cerca de um ano antes do Volkswagen Golf GTI. Seu motor 1.9 gerava 105 cv, contra os mirrados 68 cv do Chevette nacional. Olha que eles não ficaram satisfeitos por muito tempo. Foi justamente o hot hatch rival que levou a Opel a aperfeiçoar o seu cupê ao extremo, com motor 2.0 de até 115 cv, amortecedores Bilstein e opção de câmbio manual de cinco marchas. Um animal bem diferente do nacional. 

mercado de competição estimulava a criação destas versões especiais, já que exigia a homologação de determinado número de exemplares para permitir a inscrição em categorias da FIA (Federação Internacional do Automóvel). Também foi o caso do Vauhall 2300 HS, criado para o grupo 4 de rali e com motor 2.3 com cabeçote Lotus (inicialmente) e 135 cv – mais de 150 cv nos HSR posteriores. 

6) Tivemos nossos Chevettes especiais

Outro formato de carroceria que gostaríamos de termos tido foi a Aero, versão targa construída em escala reduzida pela encarroçadora Karosserie Baur, de Stuttgart (Alemanha). Porém, tivemos algo parecido com o Envemo Targa, ou Minuano, uma configuração que não devia muito em estilo para o Aero original e foi a saída em uma época de importações proibidas. O modelo especial podia custar mais do que um Opala SS6, mas destilava estilo graças ao teto de vinil removível acima dos passageiros e depois da targa.

7) A inesquecível série Jeans

A Chevrolet entrou na onda dos carros de visual esportivo e jeito despojado com o Chevette Jeans, lançado em 1979. Adivinhe qual era o revestimento interno? Os bancos e laterais vinham revestidos no brim azulado, até os porta-objetos pareciam bolsos. Por fora, adesivos berrantes caracterizavam a série limitada, disponível apenas nas cores branca e prata.

8) Giugiaro já criou seu próprio “Chevettão”

O Chevette também passou por alguma gourmetização em 1980, quando a Isuzu procurou Giorgetto Giugiaro e a Italdesign para criarem um substituto para o belíssimo 117 Coupé, cria do mesmo estilista italiano. Baseado sobre a “humilde” plataforma do Chevette, o designer criou o conceito Asso di fiori (Ás de paus) de 1979. Foi um dos maiores sucessos do Salão de Tóquio daquele ano e logo recebeu luz verde para a produção como o Impulse de primeira geração, sem grandes alterações. Não se tratou apenas de um rostinho bonito, o Impulse tinha tração traseira associada ao motor 2.0, que chegava a 135 cv na variante aspirada 16V e 180 cv na 2.0 8V turbo.

9) Vai um Chepala aí?

Quem dirigiu, sempre lembra do Chevette como um carro ágil. A tração traseira e entre-eixos curtos dão características restritas hoje a esportivos, enquanto o câmbio tinha engates razoavelmente precisos e a direção amplo ângulo de esterço e sensibilidade. A despeito disso, alguns poderiam achar tanto o 1.4 original quanto os 1.6 subsequentes pouco para o conjunto.Eis que Deus enviou o Chepala, quero dizer, alguns preparadores começaram a ver que a adaptação do motor do Opalão, em especial o 2.5 de quatro cilindros, não era bicho de sete cabeças para mãos habilidosas – os seis cilindros (como o acima) ainda exigem um pouco mais de magia. Fosse na pista ou nas ruas, os Chepalas foram os maiores exemplos de troca de motores da época.

10) Downsizing de raiz

Após tantos Chevettes esquentados, não podemos nos esquecer daquele que mais marcou os anos 90: o Júnior. Lançado em 1992, o popular foi criado para concorrer na fatia dos 1.0, beneficiados por pagarem um IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). A Fiat se virou rapidamente com o Mille, até porque já tinha um motor 1.050 cm³. Contudo, a Chevrolet teve que adaptar um projeto mais antigo. O motor 1.6 de 71 cv e 12,5 kgfm deu lugar ao 1.0 de apenas 50 cv e 7,2 kgfm de torque. A utilização de tração traseira e cardã acentuava a perda mecânica, o jeito foi adotar relações curtinhas. Até mesmo os vidros eram mais finos para tentar reduzir o peso. Durou pouco mais de um ano e foi uma maneira de ganhar tempo até o Corsa chegar em 1994 (com colaboração de Marcelo Moura).

 

Fonte: Auto Esporte